Rui Soares Costa participa no Proyector, com a peça/instalação vídeo untitled for C, 2024, rising series (RSC & AG). Proyector acontece entre 9 e 20 de setembro, em Madrid.
Poderia ser um navio, suspenso sobre a água. Possui muitos espelhos. É um navio que flutua, como se levitasse, acima do nível da água. Um navio que carrega a contemporaneidade e as suas contradições — um lugar de contemplação enquanto encaramos o abismo.
Durante seis horas, (quase) nada acontece, exceto a maré crescente das águas do Tejo que se aproxima da estrutura-casa, da rede. Esta poderia ser a forma descontraída, leviana e despreocupada como encaramos as dinâmicas contemporâneas — do Antropoceno à Crise Climática, nomeadamente a subida do nível do mar. Mas será possível fazer a água baixar, tal como numa maré vazante? Da penumbra da escuridão para a clareza da luz? Haverá ainda uma saída?
Mas este não é um navio fácil; talvez seja por isso que “Quando chegar à cidade / nenhum cais o acolherá”. “Vozes e um ar pesado / é tudo o que transporta”. “Até ao fim do mundo”.
Rui Soares Costa e André Gonçalves (RSC & AG) começaram a trabalhar com vídeo em dupla em 2024.
Informações técnicas:
Estrutura de aço, 2 telas de 65”, 2 vídeos (6h20min cada)
Produção de vídeo: João Nunes (Continue Walking)
Trilha sonora original
225 cm x 225 cm x 450 cm
2024