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Azul marinho e outros

Para esta exposição, Fátima Frade Reis evoca os seus encontros com o azul. Seguindo como exemplo a afirmação poética de Manuel de Barros, para encontrar o azul eu uso os pássaros, Fátima Frade Reis traz- nos a sugestão desses pássaros, que também podem ser algas, mar ou céu, no cruzamento dos seus olhos e o papel.

Sempre lembrando o azul como base de todo um processo desencadeado pelo azul marinho, a que se junta o azul da Prússia, o cerúleo, o cobalto, mas também o amarelo limão, o branco de zinco, entre outros. O azul como fermento que faz nascer tons e volumes num jogo entre presença e ausência. A cor como viagem por planos, ora paralelos, ora perpendiculares, em espaços labirínticos que a artista vai descobrindo.

Quando desenha cada linha, Fátima Frade Reis acumula uma sequência de minutos, horas, dias ou semanas e meses para tecer um padrão de tempo, como se o pensamento estivesse no elemento como um todo: na mancha e no seu vazio, na claridade e na densidade. Haverá porventura no seu trabalho mais luz do que sombra? Sempre sobrevoando a forma, o ritmo das linhas, a composição, cria elementos que lidam com a perspectiva, sobrepondo-se, afastando-se no ritmo de planos translúcidos de cor.

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